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  • Plínio Rodrigues

Vida longa, Francisco!

UFOB LANÇA PLATAFORMA DIGITAL E COLABORATIVA EM LIVE QUE DISCUTE OS SABERES INDÍGENAS, OS POVOS DO OESTE E A MÚSICA SÃO-FRANCISCANA.


Um dos momentos da live Matizes em Diálogo e lançamento da revista Francisco.


 

Com o objetivo de aproximar e divulgar os saberes produzidos na universidade e nas culturas tradicionais, a UFOB, através da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, lançou no final de abril, na live Matizes em Diálogo, a revista Francisco, um espaço de partilha de conhecimento que busca incentivar a colaboração espontânea e criativa.


O projeto foi apresentado pelo professor Cícero Félix, jornalista e editor da publicação, que explicou a importância de promover e compartilhar o conhecimento. “A revista nasce com a missão de aproximar ainda mais a comunicação e o diálogo. Vale destacar seu aspecto colaborativo. Ela é de toda a comunidade, interna e externa à UFOB. Portanto, a responsabilidade pela existência da revista deve ser coletiva”.


O editor também explicou sobre a política editorial da publicação, um documento que orienta “o quê”, “para quem” e “como” produzir e apresentar os conteúdos da revista aos seus leitores. Esse documento trata também do conteúdo, periodicidade, da colaboração e orientar sobre a formatação do texto e produção de projetos especiais.


Para a Pró-Reitora de Extensão e Cultura, a professora Daniéla Calado, a revista é um canal para estreitar as relações com a comunidade, reforçando laços que contribuem com o fortalecimento tanto da universidade pública como da própria sociedade como um todo. “Francisco abre espaço para interações e vivências com outros saberes, que são extremamente importantes”, pontuou.


O reitor da UFOB, o professor Jacques Antônio de Miranda, que participou da live, salientou a relevância da comunicação pública na relação entre as instituições e a sociedade, fomentando o debate público e tornando-se um importante indicador de qualidade da democracia. “Nós não estamos isolados. A Universidade precisa se aproximar cada vez mais da sociedade, que é sua referência e sua razão de ser. Sozinha, a universidade não consegue assegurar o futuro dos seus próprios estudantes”, destacou.


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NA REDE


Matizes em Diálogo

Criado para dar suporte aos debates de partilha de saberes da revista Francisco, a live Matizes e Diálogo contou em sua edição de lançamento com as participações especiais de Dona Liça Pataxoop, Hermes Novais e Carlos Villela.


Dona Liça Pataxoop, educadora e liderança indígena da aldeia Muã Mimatxi, localizada em Itapecerica (MG), falou sobre sua experiência de vida e aprendizagem com os rios, as matas e os animais.


“Nós somos um povo que não vive sem natureza. Nós estudamos para nós e para a natureza. Temos a consciência de aprender e se formar dentro do pensamento do bem-estar de vida. Do conhecimento entre gente e natureza”.

O poeta, cantor e compositor Carlos Villela cantou “Rio Santo”, revelando sua fonte de inspiração para compor canções sobre a vida são-franciscana. “São minhas lembranças de criança, quando acompanhava meu pai em suas navegações como pescador pelo rio São Francisco. As imagens se transformaram em canções e essas lembranças continuam fortes na minha memória até hoje”, contou ele, que tem na voz e canções as marcas da alma barranqueira e a ancestralidade do Velho Chico.


Pesquisador e ativista cultural, Hermes Novais fez um resgate sobre os povos originários e a ocupação dos territórios no Oeste baiano, compartilhando as experiências das suas andanças pelas comunidades do Território de Identidade da Bacia do rio Corrente.


“Na escola diziam que eu só queria falar do passado. Mas eu queria falar do passado para chegar até o presente e saber quem somos nós agora e até quando vamos permanecer. Até quando teremos água, por exemplo, já que os povos do passado vieram para essa região por causa dessa água”.

 

Plínio Rodrigues, jornalista DIRCOM-UFOB.


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