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Obra de Guarany “abre” exposição em São Paulo e emociona estudante da UFOB

EM VISITA À GALERIA DO SESC 24 DE MAIO, MAILTON DE JESUS, RECÉM-CHEGADO DE SANTA MARIA DA VITÓRIA, ENCONTRA CARRANCA DE GUARANY.

Zulico, carranca do Mestre Guarany (1884-1895). Foto: Mailton de Jesus


 

A ideia era só visitar a galeria do Sesc 24 de Maio, que estava com a exposição “Raio-que-o-parta: ficções do Moderno no Brasil” aberta deste o dia 16/02. Fazia poucos dias que o estudante de Publicidade e Propaganda, do campus da UFOB de Santa Maria da Vitória havia chegado em São Paulo. Não ia passar muitos dias na capital paulista.


Qual não foi sua surpresa ao encontrar na entrada da exposição Zulico, carranca produzida pelo Mestre Guarany, o mais notável dos carranqueiros, natural de Santa Maria da Vitória, no Território de Identidade da Bacia do Rio Corrente. Emocionado, Mailton gravou vídeos e mandou áudios para a Revista Francisco falando sobre as sensações desse encontro inesperado.


Veja os depoimento e vídeo abaixo:


“Caminhar por São Paulo é sem dúvida uma das experiências mais imersivas da qual eu já pude experienciar, a cidade é extremamente sensitiva, e tátil, está sempre acontecendo alguma coisa, os barulhos as luzes, os cheiros, a movimentação do ir e vir das pessoas, as rotinas, etc., tudo causa a sensação de que a qualquer momento a cidade vai te devorar. E não tem jeito, hora ou outra, você pode se pegar questionando a forma como você se relaciona com os espaços, com as pessoas e com você mesmo.


Parto sempre do entendimento de que, enquanto humanos, a conexão com tudo o que nos lembra quem somos se torna indispensável, e encontrar com a carranca de Guarany na exposição foi esse resgate e respiro no meio da selva de pedra.


Ela bem ali na entrada, de boca grande e dentes afiados, como quem vigia a entrada da exposição, dando boas vindas e se despedindo - esse momento foi um encontro e uma sensação de adrenalina pelo corpo. Ver a arte de um ribeirinho em um espaço renomado de arte provocando e estimulando o imaginário alheio foi um verdadeiro alívio, de certa forma foi poder pisar nas águas do Corrente estando na calçada."



 

A exposição

“Raio-que-o-parta: ficções do Moderno no Brasil” está aberta ao público até o dia 07/08. A exposição reúne quase 200 artistas. “Sensível às exigências de representatividade, diversidade e decolonialidade, Raio-que-o-parta desafia a versão canônica de viés paulistocêntrico”, diz a equipe curatorial.


E diz mais: “Focar nos anos 1920 seria – com tantas vezes a história da arte no Brasil fez – projetar um evento pontual paulistano como farol para um país continental. Nesse sentido, qualquer critério geográfico ou qualquer predileção por uma linguagem em detrimento de outra caminhava em uma contracorrente com os anseios da exposição”. Mais informações no site do Sesc 24 de Maio.


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